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As primeiras
tentativas de ascensão das montanhas gaúchas iniciaram no ano de 1950 quando
Edgar Kittelmann, Sérgio P. Machado (na época presidente do Clube
Excursionista Farroupilha) e seus amigos tiveram a idéia de alcançar o topo
do Pico dos Gravatás, localizado no conjunto de morros do Itacolomi, em
Gravataí.
Após a definição e reconhecimento da parede a ser vencida notaram que
técnicas de escalada em rocha precisavam ser empregadas. Foi então que Edgar
e seus amigos tomaram a iniciativa de procurar informações ou alguém que se
dispusesse a lhes ensinar técnicas de segurança. Em Porto Alegre, encontraram
o professor Giuseppe Gâmbaro que era educador físico,
trabalhava na Sogipa e possuía larga experiência esportiva. Praticara esqui e
trabalhara como guia de montanha na Itália. O que mais chamava a atenção em
sua história é que já havia tentado realizar algumas ascensões nas paredes do
Itaimbezinho - cânion localizado no Parque Nacional dos Aparados da Serra, em
Cambará do Sul.
A partir deste momento foram muitas as semanas de preparação. Além da
experiência o grupo adquiriu: cordas de cisal, elos de corrente para a
improvisação de proteções que seriam fixadas na rocha, distorcedores
metálicos para a confecção de mosquetões e tacos de madeira para a confecção
de escadas. Foi então que, em 1952, o grupo liderado por Edgar K. (portador
de paralisia infantil) com equipamentos precários, força de vontade e
espírito de aventura, alcançou o topo do Pico dos Gravatás.
Estava assim concluída a primeira via de escalada do Rio Grande do Sul
denominada Via Sul e graduada como 5°.
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